TCE vai conferir a Medalha Cunha Pedrosa, sua maior honraria, à procuradora Sheyla Barreto

Homenagens e reverências à procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz marcaram a abertura da sessão plenária do Tribunal de Contas da Paraíba, na manhã desta quarta-feira (1), a última de que participou no comando do Ministério Público de Contas. Por proposição do conselheiro Nominando Diniz, unanimemente aprovada, ela será agraciada com a Medalha Cunha Pedrosa, a mais importante honraria do TCE, em data a ser posteriormente acertada.

No início dos trabalhos, o presidente André Carlo Torres Pontes referiu-se ao companheirismo, à dignidade, ao saber jurídico e à competência da procuradora Sheyla Barreto que, momentos depois, foi às lágrimas, ao agradecer pelas manifestações de carinho e respeito que lhe foram então expressas.

Na ocasião, ela também foi saudada pelos advogado Flávio Cardoso Cunha e Felipe Mariz (ex-estagiário do Tribunal e, ainda, pelo contador Neuzomar de Souza Silva. “Não morre em mim a esperança de reencontrá-la, neste mesmo cargo, ao cabo de mais alguns anos”, observou o conselheiro Arnóbio Viana.

Findo seu período de gestão, a procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz será sucedida no comando do Ministério Público junto ao TCE pelo procurador Luciano Andrade Farias para tanto já nomeado pelo governador Ricardo Coutinho, conforme desejo de seus pares. Sua posse e à dos subprocuradores gerais Bradson Tibério Luna Camelo e Manoel Antonio dos Santos Neto, ocorrerá em sessão solene do TCE programada para a próxima terça-feira (7), às 17 horas.

Outro momento tocante das homenagens desta quarta-feira foi a declamação do “Soneto da Despedida” por ela composto e lido, a seu pedido, pelo secretário do Pleno Osório Almeida. “Ele também secretaria nossas emoções”, brincou.

Eis o que escreveu: “De tudo ao meu Pleno fui atenta/Durante, e com franco esmero e sempre isenta./Que mesmo diante do maior embargo./Dele me desfiz sem maior tormenta./Espero ter vivido em cada venturoso momento/Posto que em sua inteireza verti minha pena/Sustenindo o meu ponto em face dos pares/Voz solitária, por vezes, de uma centelha./E assim, quando em breve se der a sucessão,/Quem sabe a espuma, destino de uma vaga,/Quem sabe a intermitência, fim de quem ilumina/Eu possa dizer da trajetória (que fiz):/Que tenha sido bastante, posto que é tempo,/Mas que seja bonito enquanto exemplo”.

Medalha Cunha Pedrosa –  A mais expressiva condecoração do TCE foi instituída por meio da Resolução 22/84 , de 27/12/1984, em homenagem a Pedro da Cunha Pedrosa, paraibano de Umbuzeiro que se destacou, nacionalmente, no Judiciário e no Parlamento. Juiz em Sousa e Pilar,  depois deputado na primeira Assembleia Constituinte da Paraíba, foi também senador da República por 10 anos  (1912/1922), e o primeiro paraibano a ocupar o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (1923/1931) .

Cunha Pesdrosa bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Recife, em 1885, ano em que iniciou atuação como promotor público de Timbaúba (PE). Foi redator-chefe do jornal A União e participou da elaboração do Código Civil e do Código Militar Brasileiro. E teve sua obra ‘Minhas próprias memórias’ publicada em 1963.

Ascom/TCE-PB

01 11 17.

 

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