Hackfest encerra no TCE com entrega de premiação aos aplicativos que envolvem a sociedade no combate a corrupção


Desenvolvidos, em sua grande maioria, a partir dos dados e ferramentas do Tribunal de Contas da Paraíba, especialmente do Sagres – o Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade, foram conhecidos, nesta sexta-feira (18), os softwares e aplicativos vencedores da terceira edição do Hackfest Contra a Corrupção, realizado este ano no Centro Cultural Ariano Suassuna, do TCE.

A premiação, conduzida pelo superintendente da Controladoria Geral da União na Paraíba, Gabriel Aragão, foi dividida nas categorias Ouro, Prata e Bronze, contemplou os dez projetos classificados para a última etapa da maratona hacker e aconteceu no auditório Celso Furtado, do CCAS. Com o ouro, e prêmio de R$ 10 mil, cada, ficaram os aplicativos “PaCiente”e “Folha Limpa”, além do software “Vidinha de Balada”. A prata, mais cheque de R$ 6 mil para cada um, ficou com “Minha Cidade”, “Os Politicos.com” e “Quebraquebra”. E o bronze, mais R$ 3 mil de prêmio, foi para quatro projetos: “Sou Fiscal”, “Geração Limpa”, “Bo.Bot” e “Caça-Fantasmas”.

Também foram anunciados, na ocasião, os vencedores da Maratona de Publicidade, com vídeos sobre os projetos do próprio Hackfest feitos por alunos da faculdade IEPS. Os professores Maurício Fernandes e Daniel Costa, do curso de Publicidade e Produção Publicitária da instituição, a anunciaram o resultado das campanhas: “Os Políticos.com”, primeiro lugar; “Folha Limpa”, em segundo; e, em terceiro, “Minha Cidade”.

TECNOLOCIA E CONTROLE – “É importante observar que, tanto os jovens desenvolvedores desses aplicativos eletrônicos quanto parte bem numerosa da plateia aqui presente, compõem a geração de brasileiros da qual sairá os futuros ocupantes dos postos de mando no País”, comentou pela manhã, durante abertura do evento, o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro André Carlo Torres Pontes.


Opinião também compartilhada, ao final da tarde, no ato de encerramento, pelo promotor de Justiça Octávio Paulo Neto, idealizador da maratona, ao destacar que “a juventude, a academia e a sociedade podem, apesar de tudo, fazer a diferença, trazer a esperança e transformar o país”.
Ele conclamou os participantes, “que passaram dias e noites criando novas ferramentas de ampliação do controle social”, a não minimizarem a importância de suas criações e, ao contrário, continuarem trabalhando para ofertar à sociedade e máximo de alternativas para fortalecer a fiscalização dos recursos públicos.

EXEMPLO PARA O BRASIL – Em rápido pronunciamento, e após parabenizar as instituições parceiras responsáveis pelo Hackfest, o Ouvidor Geral da União, Gilberto Valler Junior, frisou que “João Pessoa e a Paraíba dão um exemplo de cidadania para o Brasil”. Ele destacou a importância do evento, chamando a atenção para o direito do cidadão em cobrar por serviços públicos de melhor qualidade.

“O TCE disponibilizou sua grande base de dados e suas ferramentas para os produtos serem desenvolvidos. Temos nossas atribuições e nossa visão sobre os dados é mais técnica, enquanto vocês trazem o olhar do cidadão, e este é um diferencial que estimula a sociedade a fiscalizar mais as verbas públicas”, disse por sua vez, no ato de encerramento, o auditor de contas públicas Josedilton Alves Diniz.

Ele agradeceu aos participantes e às instituições parceiras em nome da equipe do TCE-PB designada pelo conselheiro presidente André Carlo Torres para trabalhar no evento, que este ano teve o TCE-PB como um dos seus realizadores.

Também agradeceram, em rápidos pronunciamentos, os professores Nazareno Andrade, da Universidade Federal de Campina Grande, Tatiana Dias, coordenadora do curso de Ciência da Computação do Unipê, e Rodrigo Abrantes, representante do BNDES. Participaram, ainda, o secretário da Controladoria Geral do Município de João Pessoa, Severino Queiroz, e os secretários da Receita estadual, Marcone Frazão, e Gilmar Martins, da Controladoria Geral do Estado, que anunciaram na oportunidade a realização de cursos à distância gratuitos sobre tributos e legislação de acesso à informação.

Veja, abaixo, os sistemas premiados, com os respectivos objetivos para os quais foram desenvolvidos no Hackfest/2017:

OURO

• PaCiente – Aplicativo para captar as queixas da população com os serviços de saúde, permitindo o georreferenciamento das unidades de saúde, tempo de espera para atendimentos e identificação de estrutura de equipamentos e de quadro profissional. E permite classificação por nível de satisfação.
• Folha Limpa – Aplicativo que permite realizar o cruzamento de informações das folhas de pagamento de servidores públicos, possibilitando encontrar divergências e irregularidades, tais como acúmulo ilegal de cargos.
• Vidinha de Balada – Software que mostra como os deputados federais gastam a cota destinada ao exercício da atividade parlamentar. E permite comparativos para saber o que daria para fazer com o dinheiro em forma de serviços à população.

PRATA

• Minha Cidade – Aplicativo que acompanha a distribuição de recursos no orçamento e sua efetiva aplicação, possibilitando identificar distorções de prioridades nos gastos públicos.
• Os Políticos.com – Aplicativo para acompanhar o perfil e a atuação de políticos, mostrando suas propostas e como aplicam a verba de representação que recebem.
• Quebraquebra – Apresenta dados de gastos e salários de deputados federais e senadores, e também de servidores da Câmara Federal e Senado, permitindo análises comparativas com histórico de remunerações e abusos em relação ao teto constitucional.

BRONZE

• Sou Fiscal – Aplicativo com foco em detectar e denunciar irregularidades em obras públicas.
• Geração Limpa – Game para fomentar a discussão de cidadania e ética nas crianças.
• Bo Bot – Aplicativo destinado a criar boletim de ocorrência policial virtual, no qual o cidadão poderá colaborar com informações sobre o tipo de violência da qual foi vítima e auxiliar os órgãos de segurança pública.
• Caça-Fantasmas – Aplicativo que objetiva identificar empresas-fantasma que contratam com o serviço público, através do cruzamento de dados de licitação e o georreferenciamento do endereço das empresas.
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ASCOM – TCE-PB
18/08/2017

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