Começam hoje no TCE-PB homenagens pelos 90 anos de Ariano Suassuna

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba promove nestas segunda e terça-feira, 12 e 13 de junho, uma série de atividades culturais para marcar a passagem dos 90 anos do escritor paraibano Ariano Suassuna, que faria o aniversário de nove décadas na próxima sexta-feira, dia 16.

O presidente do Tribunal, conselheiro André Carlo Torres Pontes, que acompanha pessoalmente os preparativos das homenagens, revelou nesta sexta-feira (9) que a programação inclui também a entrega da mais importante condecoração do TCE – a medalha Cunha Pedrosa- para Zélia Suassuna, viúva do escritor.

A abertura, na segunda-feira, será às 16 h, com participação do conselheiro aposentado Marcos Ubiratan, seguida de concerto do Coral do TCE. Depois, o sobrinho de Ariano, João Urbano Suassuna falará em nome família. A programação contempla, na sequência, apresentações de “causos” de Ariano, do Grupo Armorial Motiva. O primeiro dia encerra com abertura de uma exposição sobre o escritor.
Na terça-feira, o escritor e dramaturgo Tarcísio Pereira apresenta monólogo com texto do poeta e editor Juca Pontes, inspirado em personagens de Ariano Suassuna. E, para encerrar, o Grupo Teatro Experimental de Arte, do Recife (PE), apresenta o expetáculo ‘O Auto da Compadecida”.

Os horários de todas as atividades, que acontecerão no Centro Cultural do TCE que leva o nome do dramaturgo/poeta, e funciona no prédio anexo à sede da instituição.

Ariano Suassuna faleceu no Recife (PE), em 23 de julho de 2014, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral). Duas semanas antes – primeiro no teatro Castro Alves, em Salvador, e depois no teatro Luis Souto Dourado, durante o Festival de Inverno de Garanhuns-, ele deu suas últimas aulas-espetáculo, a forma que adotou para exaltar o legado da cultura popular brasileira, e para contar causos e piadas.

OBRA – “Uma mulher vestida de sol” foi a primeira peça do escritor e ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno, em 1948. A peça “O Auto da Compadecida” foi escrita em 1955, cinco anos depois de Ariano se formar em Direito, e é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. O cineasta Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.

O próprio escritor sempre considerou seu melhor livro o “Romance d’A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra, que começou a ser produzida em 1958, levou 12 anos para ficar pronta. Também foi adaptada, por Luiz Fernando Carvalho, e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de “A pedra do Reino”.

Com o ‘Movimento Armorial’, que Ariano Suassuna começou a articular na década de 70, ele defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares.
Membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura, o escritor tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.

 

Ascom/TCE-PB
09/06/2017

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