Orquestra Municipal homenageia Clovis Pereira e o francês Maurice Ravel em concerto hoje, no Ariano Suassuna (TCE)

A Orquestra Municipal de João Pessoa (OSMJP) se apresentar nesta sexta-feira (30), às 19h, no auditório do Centro Cultural Ariano Suassuna do Tribunal de Contas da Paraíba, com mais um concerto, desta vez, para homenagear o compositor pernambucano Clovis Pereira e, num segundo momento, o talento francês do compositor Maurice Ravel, em um encontro entre o Brasil e a França, com destaque para os compositores mais representativos dos dois países. Na programação será aberta ao público contará também com uma exposição do artista plástico Guto Holanda.

No início da apresentação do concerto, a OSMJP mostra a obra que representa as festas juninas do Nordeste na peça “Festa Junina 1”, baseada no tema de Luiz Gonzaga “Olha pro Céu Meu Amor”. Na seqüência, o Spalla (1º violino) da Orquestra, Clovis Pereira Filho, será o solista do Concertino para Violino e Orquestra de Câmara, composto por César Guerra-Peixe (1970-1972), sob a inspiração do Movimento Armorial, que tinha entre seus objetivos a releitura de diversos padrões melódicos, rítmicos e formais da música folclórica, forjando um repertório para representar a cultura nordestina.

A segunda parte do concerto é dedicada ao talento francês do compositor Maurice Ravel e sua obra “Pavana para uma Princesa morta” que foi escrita no ano de 1899, em uma versão para piano, quando o compositor tinha apenas 24 anos e estudava no conservatório de Paris. A peça foi orquestrada em 1910 pelo próprio compositor. A pavana era tradicional dança espanhola em movimentos lentos, que gozou de grande popularidade entre os séculos XVI e XVII, por ter raízes bascas. Ravel tinha uma predileção especial pela musica espanhola.

É baseada numa idéia apresentada por seu professor Gabriel Fauré em 1887, tendo como inspiração um quadro do pintor espanhol Velásquez. E foi dedicada à princesa Edmond de Polignac, Winnaretta Singer, filha do milionário criador das máquinas de costura e em cujo salão Ravel costumava tocar.

Exposição – O artista Plástico Guto Holanda é paulistano, mas radicado em João Pessoa-PB, desde 2011. O artista alega que trouxe vivências anteriores que encontraram terreno fértil na Capital paraibana para sua produção artística. “Vim com o intuito de transformar e de me transformar. Sinto-me Paraibano. Aqui, encontrei um lugar onde a arte tem raiz, valor popular, ou seja, um lugar onde a população participa mais ativamente dos processos culturais. Identifiquei-me com as pessoas com os lugares, com a natureza, com a vida!”, revela o artista visual.

A partir de 2008, Guto Holanda começou a produzir, pintando temas florais, paisagens, retratos e caricaturas hiper realistas, com forte influência da arte acadêmica. Com o amadurecimento, a sua pintura evoluiu da formalidade acadêmica, para um estilo mais pessoal, inspirado pelo expressionismo. “Resolvi me reinventar e passar a criar algo mais pessoal, trazendo às minhas vivências e pintando com mais emoção, deixando um pouco de lado a estética ligada à perfeição das formas, como o hiper realismo, por exemplo.” Concluiu. 

 

PROGRAMAÇÃO:

Data – 30/06/2017

Horário: 19h00

Local: Centro Cultural Ariano Suassuna/TCE/PB – Rua Geraldo Von Shosten, 147, Jaguaribe – João Pessoa (PB)

Informações: (83) 3208-3545/3546/3547

 * Evento gratuito, aberto ao público, local com estacionamento próprio.

 

 AscomTCE-CCAS/TCE-PB 30 06 2017

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