Exposição sobre mulheres refugiadas fica aberta ao público até dia 1º no Centro Cultural do TCE-PB

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Depois de passar por quatro capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte – a exposição fotográfica “Vidas Refugiadas”, que enfoca o cotidiano de mulheres refugiadas que vivem no Brasil, ficará aberta ao público – com acesso gratuito- até o dia 1º de novembro, no Centro Cultural Ariano Suassuna, pertencente ao TCE-PB.

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Aberta sábado último (8), com imagens do fotógrafo Victor Moriyama, a exposição revela as necessidades, os dilemas e as conquistas das mulheres retratadas, apresentando ao público uma oportunidade de reflexão sobre a adaptação das refugiadas à vida no Brasil. No próximo mês, a exposição segue para Caruaru (PE) e Porto Alegre (RS).

De acordo com a advogada Gabriela Cunha Ferraz, realizadora do projeto, o Brasil já tem, hoje, cerca de 30% de seu contingente de refugiados composto de mulheres e parte delas chegou, ou continua a chegar ao país, fugindo de várias formas de violência de gênero específicas, como o casamento forçado de meninas e mutilações genitais, na África.

Gabriela Ferraz, que é também Mestre em Direito Comparado e Estudos Europeus pela Universidade de Estrasburgo (França), considera que a adaptação dessas refugiadas a uma nova vida exige uma reflexão da sociedade e maior atenção das autoridades.

Ela proferiu palestra sobre o tema da exposição, na manhã desta segunda-feira (10), na sala 3 da Escola de Contas Otacílio Silveira. Ao lado dos procuradores do Ministério Público de Contas, Marcílio Franca e Bradson Camelo, o coordenador da Ecosil, conselheiro Marcos Costa, abriu a apresentação e deu as boas vindas aos participantes.

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O projeto é promovido em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na Paraíba, de acordo com a professora Eveline Lucena Neri, que coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas Jurídicas sobre Gênero e Direito da Universidade Federal da Paraíba, a exposição chega como fruto de parceria envolvendo também, além do NEPGEP, o Laboratório Internacional de Investigação em Transjuridicidade da UFPB e a ILA Brasil – Internacional Law Association.

“A partir de estudos sobre mulheres refugiadas, resolvemos trazer a exposição e a palestra com o objetivo de aproximar os estudos acadêmicos da problemática real do refúgio no Brasil, que exige ações capazes de melhorar o acolhimento a essas mulheres”, completa a professora Eveline Lucena.

Perfís
Gabriela Cunha Ferraz é graduada em Direito pela Universidade Salvador e Mestre em Direito Comparado e Estudos Europeus pela Universidade de Estrasburgo. Atuou com a ONG Médicos sem Fronteiras na República Democrática do Congo e como advogada na Caritas Arquidiocesana de São Paulo. Coordena, atualmente, o Comitê Latino Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos das Mulheres no Brasil.

Victor Moriyama é formado em Comunicação Social pela Cásper Líbero, e estudou Sociologia na Universidade Paris X. Suas reportagens fotográficas abordam temáticas humanitárias, conflitos urbanos e questões socioambientais. Produz reportagens regulares para os jornais The Guardian, Le Monde e El País. É colaborador permanente da revista National Geographic Brasil. Seus trabalhos foram publicados em veículos como: The New York Times, Le Monde, Al Jazeera, The Guardian, Time Magazine, Boston Globe, Wall Street Journal, Washington Post entre outros. É membro fundador e fotógrafo Staff da agência fotográfica Xibé Image, com foco no mercado editorial nacional e internacional.

 

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