Conteúdo do Seminário “A Crise Hídrica no Semiárido Paraibano” vai aos centros de decisão do País

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O Gabinete da Presidência da República, o Congresso Nacional, os Governos Estaduais, as Assembléias Legislativas e as Câmaras de Vereadores dos Estados e Municípios atingidos pela seca vão receber do Tribunal de Contas da Paraíba, em documento impresso, o conjunto de exposições, painéis e debates do Seminário “A Crise Hídrica no Semiárido Paraibano”.

Coordenado pela Escola de Contas Conselheiro Otacílio Silveira (Ecosil), órgão do TCE, o encontro de que participaram gestores públicos, meteorologistas, consultores e estudiosos do tema foi encerrado, nesta sexta-feira (2), no Auditório Celso Furtado, do Centro Cultural Ariano Suassuna. A abertura, no mesmo local, deu-se, um dia antes, com pronunciamento do presidente da Corte, conselheiro Arthur Cunha Lima.

Os destinatários desse documento receberão o conteúdo degravado das análises sobre a situação aflitiva em que vivem milhares de habitantes do Semiárido e de centros urbanos populosos nos quais se incluem Campina Grande, a segunda maior cidade da Paraíba e uma das mais importantes do Nordeste.

O anúncio da distribuição desse material com os centros acadêmicos e os núcleos regionais e nacionais de decisão política e administrativa fora antecipado pelo coordenador da Ecosil, conselheiro Marcos Costa, por ocasião da abertura do Seminário, na última quinta-feira, quando saudava os expositores, a numerosa plateia e agradecia às universidades parceiras: a UFPB, a UFCG e a UEPB.

O que todos irão receber – acresce o conselheiro Fernando Catão, que idealizou o Seminário – são interpretações técnicas e científicas da tendência climática, da situação das bacias hídricas e dos problemas disso decorrentes expressas por especialistas, professores e pesquisadores conceituados.

Foram eles os meteorologistas Paulo Nobre (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe), Lincoln Muniz Alves (do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do mesmo Inpe), Alain Marie Bernard Passerat de Sillans (da UFPB) e Eduardo Pacheco Galvão (da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Também, os professores Janiro Costa Rego (UFCG), Weruska Brasileiro Ferreira (UEPB), Heber Pimentel Gomes, Cristiano das Neves Almeida, Beatriz Ceballos e Tarciso Cabral da Silva (UFPB). Ainda, o consultor Sérgio Góis (Atecel) e de João Fernandes da Silva (Aesa), Marcos Vinícius Fernandes Neves (Cagepa) e João Azevedo Lins Filho (secretário de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia).

CONTEÚDO – Nos dois dias do encontro, as análises, painéis e debates versaram sobre mudanças climáticas e seu significado para o Nordeste, anatomia da seca e previsão climática sazonal, qualidade da água dos reservatórios, gestão dos recursos hídricos, expectativa da chegada da água do São Francisco, planta de reuso de águas e adutoras complementares (Litoral/Agreste e Monteiro/Gravatá).

Houve exposições, ainda, sobre soluções alternativas para o abastecimento de Campina Grande antes da transposição, sobre o colapso e a reabilitação da bacia e do reservatório Epitácio Pessoa, localizado no município de Boruqierão.

 

Ascom/TCE-PB

(02/09/2016)

 

 

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