TCE aprova Votos de Pesar e um deles em razão da morte do publicitário Neno Rabello

O Tribunal de Contas da Paraíba aprovou, na abertura da sessão plenária desta quarta-feira, Voto de Pesar do conselheiro Fernando Catão em razão da morte, na última segunda-feira, do publicitário Neno Rabello.

“Ele se notabilizou pela verve e a agilidade mental. Ouvi, contrafeito, numa emissora de rádio, que Neno havia perdido a visão. Não, ele perdeu foi a vista, pois manteve, integralmente, até o último instante, seu conhecimento do mundo e sua percepção de vida. Pontuou na história política do Estado e formou-se em Direito após vitimado pela cegueira”, comentou o conselheiro Catão.

Outro membro do TCE, conselheiro Arnóbio Viana, definiu Neno Rabello como “um homem inteligentíssimo”. E conclui: “Ele fará muita falta”.

O vice-presidente da Corte, conselheiro André Carlo Torres Pontes (no exercício da Presidência em razão de viagem institucional do titular Arthur Cunha Lima) fez inserir na ata da sessão as seguintes considerações:

“A família pessoense foi surpreendida, ao amanhecer de ontem, com uma nota triste: a do falecimento, na noite anterior, do publicitário Neno Rabello, vitimado por um infarto aos 63 anos de idade e sepultado, ontem mesmo, às 15 horas’.

‘Neno nos prende a outra figura querida: a da nossa saudosa companheira de trabalho Adylla Rabello, falecida em julho do ano passado e de quem era filho. Acostumamo-nos à convivência diária com Adylla, desde a época em que chefiava o Gabinete do então conselheiro-presidente Flávio Sátiro’.

‘Empresário do setor imobiliário desde 1992, Neno Rabello ingressou, posteriormente, no ramo da comunicação. Atuou na gestão comercial de veículos da área e fundou a Revista “A Semana”. Em fevereiro de 1996, prestou grande serviço à causa democrática com seu depoimento acerca do atentado contra a vida da estilista Zuzu Angel, por ele testemunhado. Ele e outro paraibano, o hoje advogado Marcos Pires, falaram à Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos sobre esse fato lamentável. Divorciado, Neno deixou três filhos e quatro netos, aos quais agora propomos o encaminhamento do nosso mais profundo pesar”.

OUTRAS MOÇÕES – Na mesma sessão plenária, ainda foram aprovados dois outros Votos de Pesar do conselheiro André Carlo Torres Pontes, o primeiro deles, em razão da morte do sr. Severino Gomes da Silva, pai de Hélemes Farias da Silva, agente condutor de veículos a serviço do Tribunal de Contas.

No segundo caso, a Corte lamentou a morte do empresário Marcone José Ferreira de Moraes, “mais uma vítima da violência que tem enlutado famílias sucessivas nos centros urbanos”.

 

Ascom/TCE-PB

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