Tribunal aprova contas de dois ex-vice-governadores

O Tribunal de Contas da Paraíba aprovou, com ressalvas, na sessão plenária desta quarta-feira (03), as contas de 2006 da ex-vice-governadora Lauremília Lucena e do também ex-vice-governador José Lacerda Neto (exercício de 2007).

 

No caso das contas de 2006, a decisão deu-se contra o voto do relator Marcos Costa que opinara pela reprovação, em vista de falhas na concessão e comprovação de alguns auxílios financeiros a pessoas físicas. Ele, contudo, não propôs imputação de débito por entender que não houve má fé nem prejuízo para os cofres públicos. Mas a Lauremília foi aplicada a multa de R$ 1.000,00. O conselheiro Fábio Nogueira, a cuja vista o processo havia sido remetido, observou que, em 2006, a Vice-Governadoria era unidade orçamentária da Casa Civil e, desse modo, a assistência social então promovida tinha amparo legal.

 

A existência de servidores comissionados em número superior ao de cargos criados por lei foi questão também presente nas contas do ex-vice-governador José Lacerda, constituindo razão para ressalvas da Corte. O procurador geral Marcílio Toscano Franca Filho ratificou os pareceres ministeriais pela desaprovação às contas de Lauremília e aprovação daquelas apresentadas por Lacerda.

 

O prefeito de Cajazeirinhas José Almeida Silva teve as contas de 2007 desaprovadas, conforme voto do conselheiro Fernando Catão, sofrendo multa de R$ 3 mil por não cumprimento a decisões do Tribunal. A Corte deixou de acolher parecer do Ministério Público para a reabertura dos processos atinentes às contas de 2005 e 2006 do mesmo gestor por cuja aprovação já se havia manifestado antes que um processo de inspeção de obras apontasse despesas irregulares da ordem de mais de R$ 70 mil já imputadas, porém, a José Almeida, de forma parcelada, antes da decisão desta quarta-feira. Cabem recursos contra todas essas decisões.

 

Houve desaprovação, ainda, às contas de 2007 da prefeita de Piancó Flávia Serra Galdino, a quem foi imputado o débito de 1.270,00 por despesas não comprovadas com locação de veículos, conforme voto do relator Umberto Porto e o parecer ministerial. O TCE não aceitou, por Voto de Minerva do presidente Nominando Diniz, documentação com a qual a defesa da prefeita esperava elucidar as falhas, posto que a análise do processo já havia sido concluída. Mas ela tem direito a recurso.

 

O ex-presidente da Câmara Municipal de Santa Rita Reginaldo Pereira da Costa conseguiu comprovar, em grau de recurso, a lisura de despesas com diárias e combustível examinadas pelo TCE depois de denúncias do vereador Clóvis Alves de Oliveira Filho. Mas este último, na presidência da mesma Câmara, teve as contas reprovadas em recurso de revisão interposto pelo Ministério Público. Agora, deve devolver R$ 76.190,00 aos cofres municipais por despesas sem comprovação.

 

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