TC exprime seu pesar pela morte de Vital do Rego

O Tribunal de Contas do Estado aprovou por unanimidade, em clima de emoção, voto de pesar pela morte do jurista Vital do Rego proposto, na abertura da sessão plenária desta quarta-feira (03), pelo conselheiro Fernando Catão.

 

“Apagou-se, de forma irreparável, a chama de uma inteligência assombrosa, descomunal”, afirmou o conselheiro em pronunciamento a que se acostaram os demais membros da Corte e, ainda, o advogado Antonio Remígio Júnior, este último, em nome da OAB.

 

Para o também campinense Fábio Nogueira, “Vital era daquelas pessoas a quem todos admiravam, até mesmo os adversários, pelo cavalheirismo e a cordialidade”. E prosseguiu: “Dele eu guardo as dezenas de cartas que me enviava, tomando, ainda, cada uma delas, como lições de vida. O Céu da Borborema está, agora, mais cinzento”.

 

O presidente Nominando Diniz inverteu a ordem dos processos postos em julgamento na sessão plenária, a fim de que os relatores Catão e Fábio Nogueira pudessem chegar a Campina Grande a tempo de assistir ao sepultamento do amigo, a cuja família levariam o sentimento de pesar de todo o Tribunal.

 

 

Eis o pronunciamento do conselheiro Fernando Catão:

 

 

“O amigo querido se foi. Apagou-se, de forma irreparável, a chama de uma inteligência assombrosa, descomunal. Perderam os brasileiros um de seus maiores tribunos, um grande mestre e um imenso humanista afeito às coisas do Ser, e não do Ter. O mundo jurídico perdeu um jurista singular entre os plurais, um homem ímpar entre seus pares. Pranteio, igualmente, o cidadão e o colega que, por 29 meses, privilegiou-me com o convívio mais próximo e íntimo, o que me fez de alma plena por seus constantes ensinamentos e exemplos de retidão, sua consciência cidadã, seu espírito público e respeito ao próximo. Imenso em sua riqueza interior, era impressionante em sua pobreza material. A declaração de rendas, quando candidato, limitou-se a uma folha de papel em branco entregue ao TRE. Em vida foi um espelho de altivez e lealdade. Nunca deixou de acreditar nos seus ideais, de crer na vida e de engrandecê-la com sua decência e seu trabalho. Com Vital desaparece um dos últimos românticos da advocacia paraibana e, indubitavelmente, o maior causídico de sua geração”.

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