Reitor reclama maiores investimentos na educação

O reitor da Universidade Federal da Paraíba Rômulo Polari reclamou, nesta quinta-feira (11), em palestra no Tribunal de Contas do Estado, maior volume de investimentos do Governo Central no processo educacional brasileiro.

“Temos uma taxa de atendimento no Ensino Fundamental da ordem de 95%. O Ensino Médio atende a 48% e, o Superior, a somente 12% da população. Mas esse ainda não é o grande problema. A grande questão é a da má qualidade do ensino, sobretudo, na fase inicial da vida escolar”, lastimou ele.

Apresentado à plateia de membros, auditores e servidores do TCE pelo conselheiro Fernando Catão, o professor Rômulo Polari fez a segunda conferência do Ciclo de Debates promovido pela Escola de Contas Otacílio Silveira (Ecosil) e iniciado no último dia 28 com a participação do consultor de empresas Luiz Gimenez.

A iniciativa serve ao aprimoramento do Planejamento Estratégico da Corte para o período de 2010-2014. Coordenador desse projeto, o conselheiro Catão anunciou como próximo conferencista, na sexta-feira (18), o ex-ministro do Meio Ambiente Gustavo Krause, que vem falar sobre os impactos da questão ambiental no processo de desenvolvimento.

O reitor Rômulo Polari tratou da crise econômica mundial como um tempo de grandes oportunidades. “O Brasil pode sair da presente crise na condição de sexta maior economia do mundo”, previu. Sua palestra abordou as sucessivas recessões do capitalismo, desde 1929, e decorrentes repercussões na economia nacional. Lembrou que a primeira dessas crises iniciou o processo de industrialização de São Paulo com posterior detrimento das indústrias têxtil e canavieira do Nordeste.

Lembrou que o Brasil, hoje, vive situação diferente: está bem estruturado economicamente e possui mais de R$ 200 bilhões de reservas em dólar. Além disso, acentuou, o País ainda dispõe das promessas do Pré-Sal.

Para ele, é chegado o grande momento de se investir maciçamente na universidade brasileira, a fim de que ela amplie a condição de agente do desenvolvimento, a partir da produção mais vigorosa de ciência e tecnologia.

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