TCE e CREA se unem na fiscalização de obras

O Tribunal de Contas da Paraíba e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) vão firmar convênio segunda-feira (30), às 15 horas, para o acompanhamento de obras públicas executadas em todo o Estado.

Pelo acordo, o CREA dará acesso a arquivo de computador, a fim de que auditores do TCE, autorizados e com senhas individuais, façam consultas “on line” a empresas e profissionais ali cadastrados. Também indicará ao Tribunal a ocorrência de obras com indícios de irregularidades, quando isso for de seu conhecimento.

Quando requerido, o CREA ainda informará sobre Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) atinentes a projetos básicos para a contratação de obras públicas de engenharia, arquitetura ou agronomia.

Outro termo do convênio – que levará as assinaturas do presidente do TCE Nominando Diniz e do representante do Conselho Paulo Laércio Vieira – favorecerá o conhecimento, pelo Tribunal, dos nomes de responsáveis técnicos pela execução de obras e serviços de engenharia contratados pelas Prefeituras e organismos estaduais.

“Muitas vezes, não dispomos de informação alguma sobre eles”, revela o conselheiro Nominando Diniz. Pelo mesmo convênio, o TCE se obriga a fornecer a relação de empresas irregulares perante o CREA. E, igualmente, a alertar gestores públicos para a nulidade de contratos de obras e serviços celebrados com empresas ou pessoas físicas sem habilitação legal.

Se solicitado, o Tribunal enviará ao CREA informações acerca de irregularidades observadas em análises de balancetes da responsabilidade de empresas, engenheiros e arquitetos. Também cientificará os entes públicos da obrigatoriedade de registro e quitação de débito de participantes de licitações públicas, mediante apresentação de certidões emitidas pelo Conselho Regional.

“O convênio, em suma, promoverá a articulação e interação das nossas atividades, em benefício de ambas as ações fiscalizadoras. O que está em jogo é a valorização de um exercício profissional e, não menos, a correta aplicação dos recursos públicos”, observa o conselheiro Nominando Diniz.

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